Parnasianismo

O PARNASIANISMO floresceu no Brasil a partir de 1880, constituindo uma “tendência acadêmica ou academicista, ligada ao processo de consolidação da vida literária brasileira”. Nesta mesma época, a oficialização do escritor foi fortalecida por uma geração de intelectuais influenciados por filosofias de cunho materialista.

Quando se refere a uma “literatura academicista”, na verdade isto quer dizer uma literatura “oficial”, comprometida com a ordem vigente. Assim foi o movimento parnasiano, um movimento que tem em comum com o Realismo-Naturalismo unicamente a preocupação formal. Centralizado na poesia, influenciou, entretanto, alguns prosadores, como por exemplo Coelho Neto.

OLAVO BILAC, principal representante da poesia parnasiana brasileira, mostra, como se deve escrever um poema parnasiano e como se deve colocar diante do texto o poeta: primeiro, o caráter racionalista do ato de criar, a preocupação com as minúcias, os detalhes, a perfeição enfim, dentro dos pressupostos da tradição clássica, segundo a qual arte é mimese, imitação.

A obsessão pela forma constitui, portanto, o principal traço do Parnasianismo, por isso chamado de “arte pela arte”. Em segundo lugar, há a posição do poeta como um artesão. Polir, aperfeiçoar, “limar” o verso de modo a torná-lo “claro como o cristal” e perfeito “como a pedra do ourives”, transformam, enfim, a poesia num produto de precisão técnica e o poeta no técnico que a executa.

“Em linhas gerais, são estas as preocupações básicas da poesia parnasiana: uma poesia que ao desprezar o assunto em prol da forma, ao separar sujeito e objeto, assume um objetivismo sem precedentes em toda a história da literatura e assim aliena-se da vida, encastela-se no mundo clássico que pretende imitar, fazendo do academicismo elitista, e portanto conservador, o seu principal atributo, a sua principal aliança com o racionalismo burguês, tão criticados pelos poetas modernistas”.

Em contraposição ao Parnasianismo, O SIMBOLISMO procura reatar as relações entre vida e poesia, sujeito e objeto. E o faz elaborando textos que não desdenham a preocupação formal e a precisão vocabular parnasianas, mas que ambas acrescentam a negação da postura racional, objetiva, substituída pelo desejo de transcendência, pela busca de completude espiritual só vislumbrada num mundo metafísico, místico, inconsciente.

As palavras, então, não precisam ter significados exatos neste tipo de poesia. Ao invés disso, elas constituem “símbolos”, imagens sensoriais, especialmente auditivas, musicais, que, combinadas com imagens visuais, olfativas, expressam a tentativa de unir um só, todos os sentidos, e de, através deles, penetrar na essência de nossa humanidade, de nossa alma violentada por um racionalismo, um objetivismo que oprime, muitas vezes sem se perceber.

Trata-se, na verdade, de um apelo ao inconsciente, às camadas mais profundas da mente humana – do “eu profundo” – com a finalidade de resgatar o homem do materialismo desenfreado em que vive. Neste sentido a poesia simbolista anuncia a decadência, a falência dos valores burgueses e a busca de novas realidades, invisíveis e interiores, que vão configurar, dentre outros elementos, a Modernidade.

Observação: Este material não é de minha autoria, mas recebido via e-mail. De qualquer forma, é um resumão bem montado, que vai ajudá-los para a prova.

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Arquivado em 2º Ano, Literatura

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